Crueldade com os animais

A Ana Oliveira, do Clube "Eu participo", publica o seu artigo "Eu Participo" a 6 de julho de 2021, no Jornal do Pinhal Novo. Um artigo que faz refletir e ajuda a mudar. Descobre o que ela nos conta e sugere.


Por mais pequenas que sejam as nossas ações, elas poderão ter grandes efeitos. Só tendo atenção neste tipo de coisas, e ter essa informação, e mudarmos, podemos salvar a vida de mais de 25 espécies de animais.

"Hoje venho falar de um assunto que não ouvimos falar muito no dia-a-dia e que me deixa bastante preocupada. Os animais são seres que têm sentimentos e dor, e eles sofrem muito para alguns produtos chegarem às nossas casas.

E para evitar que isso aconteça é muito importante sabermos escolher os produtos que devemos consumir. A nossa escolha pode ter bastantes consequências.

Muitas indústrias não ligam à forma como tratam os animais para que esses produtos cheguem até as nossas vidas, como por exemplo: os ovos, leite ou até a própria carne. Vacas, porcos, galinhas, peixes e outros animais criados para a nossa alimentação têm pouca ou até mesmo nenhuma proteção contra alguns maltratos, vivendo em condições péssimas em quintas industriais, ao redor do mundo. Como por exemplo:

Os frangos passam a sua vida inteira em galpões imundos com dezenas de milhares de outras aves. Eles são criados para crescerem tão rapidamente que as suas pernas e órgãos não conseguem acompanhar esse crescimento forçado, provocando ataques cardíacos, falência de órgãos e deformidades incapacitantes nas pernas. Aqueles que sobrevivem, são abatidos com apenas 42 dias de vida. Os porcos são confinados em galpões apertados onde nunca veem a luz do dia. As porcas são colocadas em gaiolas minúsculas onde nem se conseguem virar, onde são engravidadas a força, dão à luz em pequenas caixas de metal.

Estes são só alguns exemplos de todos os milhares de casos ou acontecimentos que acontecem com milhares de outros tipos de animais.


Quando fiquei a saber que tudo isso acontecia, fiquei horrorizada, não fazia a mínima ideia desses maltratos com os animais, e a forma que viviam.

Além desta crueldade, a criação de animais para a nossa alimentação é cada vez maior. Para isso, é preciso usar muita terra, produzir comida para os animais, muita energia e água. E isto tem causado muitos estragos ambientais que a minha geração vai sentir. As Nações Unidas dizem que é urgente mudar a nossa alimentação, que temos de deixar de consumir tanta carne e outros produtos de origem animal. Para evitar isto podemos ter atenção às embalagens e ler a informação que lá traz.


Por exemplo, é possível ver nas embalagens dos ovos e nos códigos que o ovo tem lá escrito. Em cima temos a data de validade, e em baixo temos alguns números onde o primeiro diz o modo que as galinhas produziram os ovos. Se estiver com um “0” significa que a produção é biológica, se estiver um “1” as galinhas foram criadas ao ar livre, se estiver um “2” as galinhas foram criadas no solo, e se estiver um “3” as galinhas foram criadas em gaiolas. A partir do 2 significa que as galinhas já não têm uma alimentação ou vida saudável. Já pensou nos ovos que está a comer?


Alguns países preparam-se para acabar com a venda de ovos de galinhas criadas em gaiolas, como é o caso da França que quer fazê-lo até 2022.


Por mais pequenas que sejam as nossas ações, elas poderão ter grandes efeitos. Só tendo atenção neste tipo de coisas, e ter essa informação, e mudarmos, podemos salvar a vida de mais de 25 espécies de animais."


Aqui podes fazer o download do artigo da Ana:


Artigo Eu Participo_Ana_Oliveira_6julho2021
.pdf
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Depois de pesquisar e escrever este artigo, contou-nos que mudou os seus hábitos de consumo e fez com que a sua família mudasse também! Parabéns Ana!


Esta é a Ana!


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